Oito membros da Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc) se reuniram na manhã desta terça-feira (08), na Cidade Administrativa, com a secretária de Estado de Educação de Minas Gerais, Ana Lúcia Gazzola. O objetivo desta visita, que segue até a próxima sexta-feira (11), é apresentar e intercambiar as experiências exitosas de programas que a Secretaria de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) desenvolve em várias frentes pedagógicas.
A gerente de ensino médio da Seduc do Amazonas, Vera Lúcia Lima, contou que, neste primeiro encontro, o Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública (Simave), o programa Reinventando o Ensino Médio e a forma de atuação da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores, a Magistra, despertaram o interesse da comitiva dos educadores e gestores do Amazonas.
Durante a conversa, Ana Lúcia Gazzola pôs à disposição todos os protótipos e informações de programas que a SEE-MG desenvolve e destacou a importância deste intercâmbio. “É possível que destas discussões surja um terceiro projeto que nenhuma das duas secretarias ainda tinha concebido”, observou.
Para Ana Lúcia Gazzola, os estados de Minas Gerais e do Amazonas possuem territórios extensos e heterogeneidade cultural, o que aproxima os desafios e propicia uma futura e eventual cooperação.
Os membros da comitiva demonstraram também interesse pelo processo de indicação dos diretores de escolas da rede estadual de ensino de Minas Gerais. O cargo de diretor de escola é de livre nomeação do governador do Estado, mas os ocupantes desse cargo são indicados por meio do voto em processo que envolve toda a comunidade escolar.
“Todos devem passar por um crivo administrativo e ético. A comunidade pode indicar, o processo de consulta existe, mas criamos esta exigência”, explicou a secretária Ana Lúcia Gazzola.
Projeto de Intervenção Pedagógica em Minas
O Projeto de Intervenção Pedagógica (PIP) é, na opinião de Ana Lúcia Gazzola, um dos projetos mais emblemáticos em curso no Estado e que pode servir de referência para outros sistemas educacionais. “O PIP é eficiente, solidário e corrente. Tenho uma vasta carreira acadêmica e nunca tinha trabalhado com algo parecido. Em 2002, o nível de proeficiência dos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental em Minas Gerais era de 48,6%. Cinco anos depois este número saltou para 88,9%”, pontuou a secretária.
A instalação de placas com o Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (IDEB) de cada escola em locais de visibilidade, ação na qual Minas é pioneira, foi também apontada como medida de transparência e promoção da participação da comunidade escolar na melhora de resultados.
Exemplo da Educação em solo amazonense
O projeto do Seduc Amazonas, que oferece aulas em vídeo para estudantes do ensino médio de comunidades rurais e ribeirinhas, foi apontado pela secretária Ana Lúcia como algo exemplar.
Utilizando antenas para fazer a transmissão das aulas em tempo real, a Seduc Amazonas veicula aulas com professores mestres e doutores para aproximadamente 30 mil alunos de áreas carentes e isoladas via centro de mediação de tecnologia. Um professor in loco acompanha e coordena as video-aulas ministradas.





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